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Análise da Relação entre a Remuneração dos Executivos e a Avaliação por Desempenho Relativo no Brasil
André Luis Barbosa dos Santos, Fábio Moraes da Costa

Última alteração: 2017-08-25

Resumo


A literatura evidencia que a remuneração variável se caracteriza como um dos principais mecanismos para alinhar interesses entre investidores e executivos. No Brasil, há evidências de relação entre a remuneração variável e o desempenho dos gestores, mas uma lacuna a ser preenchida consiste na identificação se tal remuneração desconsidera, ou não, o componente sistemático da performance, ligado a movimentos e choques que afetam todo o setor. Assim, o objetivo dessa pesquisa foi verificar se a remuneração variável de executivos é estabelecida com base na avaliação de desempenho relativo, com base em suas habilidades, ou se há o chamado “pagamento por sorte”, em que os mesmos são beneficiados ou prejudicados por oscilações que afetam todo o mercado. A amostra compreende as companhias abertas listadas na B3, com exceção das que atuam em segmentos regulados, como instituições financeiras e as de utilidade pública. O período de análise compreende os anos de 2010 a 2015, em que as informações sobre remuneração passaram a ser divulgadas por meio do Formulário de Referência. Após o controle de auto seleção, em virtude de companhias que entraram com liminar para evitar a divulgação da remuneração de executivos, as evidências indicam que os executivos são usualmente remunerados “por sorte”. Somente quando o mercado apresenta desempenho negativo e o executivo possui um desempenho acima do mesmo é que a performance relativa é empregada. A pesquisa auxilia para uma maior compreensão da política de remuneração das organizações brasileiras, complementando outras pesquisas no aspecto temporal e na comparação dos desempenhos dos pares nos setores.

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