Open Conference Systems, I Congresso Nacional de Administração e Ciências Contábeis – AdCont 2010

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Spread Bancário no Mercado de Crédito Brasileiro: Um Estudo Econométrico para o período de Jan/2003 A Dez/2009
Vanessa Fonseca Monteiro Elias, Rafael Campos Rolim

Prédio: Universidade Cândido Mendes
Sala: Sala 6
Data: 2010-10-28 04:30  – 07:00
Última alteração: 2010-10-15

Resumo


O elevado nível das taxas de juros para concessão de empréstimos no Brasil tem sido motivo de preocupação das autoridades econômicas atualmente, dado que leva a uma desaceleração do crescimento econômico. O presente estudo tem como objetivo buscar entender a relação entre o spread bancário e as seguintes variáveis macroeconômicas: Taxa de Juros SELIC, Taxa de Câmbio, IPCA (Índice de Preços ao Consumidor – Amplo) e Produto Físico Industrial e tomou-se inicialmente como base o trabalho de Oreiro et al. (2006.) Foram realizados testes a fim de verificar a estacionariedade das séries para decidir se seria adequada a utilização da modelagem VAR. Observou-se que apenas o IPCA e o PFI são estacionários em nível e que o Spread, a taxa de juros SELIC e a taxa de câmbio são estacionários na primeira diferença. Devido ao resultado de que o spread é não-estacionário e este é a variável de interesse neste estudo, optou-se pela exclusão das variáveis IPCA e PFI para, em seguida, testar a existência de cointegração entre spread, taxa de juros SELIC e taxa de câmbio através do teste de Johansen. O resultado do teste foi a existência de cointegração entre as variáveis e, portanto, o modelo mais adequado é o VECM com duas defasagens  e tal modelo é mais relevante com a inclusão de um termo de tendência e uma constante, visto que os coeficientes são significativos. Os resultados obtidos foram que existe uma relação de equilíbio de longo prazo,. Tais resultados permitem a conclusão de que os fatores analisados (taxa de juros e taxa de câmbio) são fundamentais para entender o spread brasileiro, especialmente a taxa de juros, dado que a diferença entre as séries dessa taxa e do spread tende a permanecer estacionária, o que mostra que são fortemente correlacionadas.