Open Conference Systems, II Congresso Nacional de Administração e Ciências Contábeis - AdCont 2011

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Aderência ao CPC 04 (R1): existe relação ao Grau de Intangibilidade?
Michelle Barcellos, Sandra Rolim Ensslin, Harley Almeida Soares da Silva, Diane Rossi Maximiano Reina

Prédio: Faculdade de Economia e Finanças IBMEC
Sala: Sala 5
Data: 2011-10-14 04:00  – 06:30
Última alteração: 2011-09-25

Resumo


O Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) foi criado para convergir as normas contábeis brasileiras aos padrões internacionais emitidas pelo International Accounting Standards Board (IASB). Aquele emite os Pronunciamentos Técnicos que são aprovados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Com isso, a CVM n. 644, de 2 de fevereiro de 2010, deliberou para as companhias abertas a obrigatoriedade do Pronunciamento Técnico CPC 04 (R1) - Ativo Intangível. Portanto, este estudo tem por objetivo confrontar o nível de aderência ao Pronunciamento Técnico CPC 04 (R1) das empresas que integram o Ibovespa com o seu respectivo Grau de Intangibilidade. A amostra deste estudo é composta por 15 empresas do Índice Bovespa da BM&FBovespa. A pesquisa caracteriza-se como descritiva, e os dados foram coletados nas Notas Explicativas referentes aos anos 2009 e 2010, sendo assim uma pesquisa com dados secundários. A abordagem é qualitativa por descrever os itens mais representativos, e é quantitativa porque se aplicaram testes estatísticos: média e correlação paramétrica (Pearson). Os resultados demonstram que: (i) as empresas não estão em conformidade com o CPC 04 (R1); (ii) a média do Grau de Aderência nos anos de 2009 (22,28%) e 2010 (31,87%) está bastante distante de 100%, e o item mais representativo foi o teste de perda de valor, devido à obrigatoriedade a partir de exercícios findos em 31 de dezembro de 2008; e, (iii) no ano de 2009 e 2010, não existe correlação entre as variáveis. Assim, conclui-se que nenhuma empresa atingiu 100% a aderência à norma, mas, entre os anos investigados, houve um acréscimo de 43,06% de divulgação e no ano de 2010, as empresas começaram a divulgar itens importantes nas suas Notas Explicativas.


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